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O que faz um medicamento ser considerado de alto custo?

Quando ouve falar em medicamento de alto custo, você provavelmente pensa no valor alto que aparece na etiqueta de preço. Isso é natural. Afinal, para quem precisa de um tratamento, o peso no bolso é o primeiro impacto. Mas você já se perguntou o que faz um remédio custar tão caro?

Existem tratamentos que custam algumas centenas de reais por mês e outros que chegam a valores altíssimos, fora da realidade de quase qualquer família. No entanto, o preço é apenas o resultado de uma longa história.

Por trás desses remédios existem anos de pesquisas, tecnologias modernas, cuidados especiais no transporte e a necessidade de médicos especialistas acompanhando o paciente. Entender esse caminho ajuda a compreender um dos maiores desafios da saúde hoje: como fazer com que esses tratamentos cheguem até as famílias que realmente precisam deles?


mulher loira segurando frasco do CBD

O que caracteriza um medicamento de alto custo?

Não existe um valor fixo que divide os remédios em "baratos" ou "de alto custo". O que define essa categoria é o impacto que o preço causa no orçamento da família ou do sistema de saúde, além da complexidade para produzir e entregar esse produto com segurança.

Geralmente, esses medicamentos são indicados para condições de saúde delicadas que exigem um olhar atencioso e contínuo, tais como:

  • Doenças raras ou graves (como a Atrofia Muscular Espinhal - AME)

  • Doenças crônicas e autoimunes (como psoríase grave, doença de Crohn e artrite)

  • Tratamentos de câncer (oncologia)

  • Condições neurológicas (como epilepsia refratária e dores crônicas)

Mais do que o valor do produto em si, o que diferencia esses tratamentos é toda a estrutura necessária para que eles sejam desenvolvidos e cheguem com segurança até o paciente.


Por que alguns medicamentos custam tanto?

A fabricação de um remédio novo é uma caminhada longa, demorada e que exige muitos cuidados.

  1. Anos de testes e pesquisas: Antes de um remédio chegar às farmácias, cientistas passam anos testando milhares de substâncias. Apenas uma pequena parte dessas pesquisas dá certo e se transforma em um medicamento seguro aprovado pela Anvisa. Todo esse investimento precisa ser coberto.

  2. Fabricação para poucas pessoas: Remédios para dor de cabeça, por exemplo, são produzidos para milhões de pessoas, o que barateia o custo de cada caixinha. Já os remédios de alto custo costumam atender um grupo menor de pacientes. Por isso, a conta da produção fica dividida entre menos pessoas.

  3. Tecnologia avançada: Muitos desses medicamentos não são feitos com misturas químicas simples. Eles usam biotecnologia — ou seja, são produzidos a partir de células vivas ou processos laboratoriais avançados que exigem equipamentos caros e muito rigor de qualidade.


O custo não é só o preço do remédio

Garantir o tratamento de alguém vai muito além de comprar uma caixa de remédio. Existe uma jornada de cuidados por trás de cada paciente.

Dependendo do caso, a pessoa precisa de consultas frequentes com médicos especialistas, exames periódicos para acompanhar a evolução, receitas renovadas no tempo certo e um transporte especial para que o produto não estrague no caminho (como manter sob refrigeração).

Se o paciente recebe o remédio, mas não tem o acompanhamento médico adequado ou a orientação de como usar, o tratamento não funciona como deveria. Por isso, cuidar do acesso à saúde é cuidar de toda essa caminhada, do começo ao fim.


mão segurando frasco com cor amarelada


Onde a cannabis medicinal se encaixa nessa história?

A cannabis medicinal possui características que a aproximam de outros medicamentos de alto custo, embora apresente particularidades próprias.

Assim como diversas terapias inovadoras, seu acesso depende de uma estrutura que vai além do medicamento em si.

O paciente necessita de avaliação médica individualizada, acompanhamento clínico, prescrição adequada e escolha do produto mais indicado para sua condição.

Além disso, parte significativa dos produtos disponíveis no Brasil ainda depende da importação ou de processos regulatórios específicos, o que pode aumentar custos logísticos, prazos e dificuldades de acesso.

Isso significa que o valor do tratamento não está relacionado apenas ao preço do frasco, mas também à jornada necessária para que ele chegue ao paciente de forma segura.


O desafio de tornar a saúde acessível para todos

A evolução da medicina trouxe remédios incríveis capazes de devolver a esperança a milhares de pessoas. O grande desafio de hoje é garantir que essas descobertas não fiquem restritas a poucos.

Na cannabis medicinal, as evidências científicas só crescem e mostram como ela pode transformar vidas. Para que mais pessoas tenham esse direito, precisamos de informação clara, apoio acolhedor e caminhos seguros.

Acreditamos que democratizar a saúde é garantir que cada paciente receba não apenas o seu remédio, mas todo o respeito, orientação e carinho que merece ao longo de todo o tratamento.

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